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Resenha ::: O Doador de Memórias

Achei esse livro por acaso nas americanas e comprei por curiosidade, mal tinha me ligado que ele já havia virado filme, mas como me apaixonei pela sinopse, não pensei duas vezes antes de levar. O livro O Doador de Memórias foi escrito por Lois Lowry em 1993 mas só chegou as prateleiras aqui no Brasil em 2014 pela editora arqueiro. O livro é uma distopia que mistura alguns mundos que nós já conhecemos e inclusive foram resenhados aqui. Assim que li, senti que tinha uma mistura de Divergente com Delírio, pois algumas coisas eram bem parecidas.

No mundo criado por Lowry na história não existe amor, guerra, ou qualquer sentimento realmente verdadeiro. As pessoas nascem, são entregues para uma família adotiva e permanecem com elas até que sejam lhes arrumado um parceiro para o clico continuar. Também não há qualquer tipo de desejo ou amor, os chamados "atiçamentos" são contidos por doses de remédios diários nos jovens que começam a desenvolver. As pessoas parecem não se importar com o fato de não ter escolha, já que desde pequenas são avaliadas para ter o emprego que lhes agrade e a família que mais combine com elas, e acham que se pudessem escolher, provavelmente fariam uma escolha terrivel e arruinariam suas vidas.

O único que conhece o mundo terrível, porém maravilhoso que viveram as pessoas a décadas atrás é o Doador, uma pessoa escolhida aos onze anos de idade para receber todas as memórias do passado de seu antecessor. É uma tarefa digna e importante, mas também solitária e dolorosa. Jonas foi um garoto normal até seus onze anos, quando foi escolhido como o novo recebedor de memórias, e apesar das boas experiências que compartilhou com seu doador por meio das memórias, ele também aprendeu que o mundo uma vez foi cruel. 

"Quando não há memórias, a liberdade é apenas uma ilusão"

Essa é a frase que mais define a trajetória de Jonas pelo livro inteiro, indeciso sobre o que é certo e o que é errado, enquanto vê o mundo de uma forma totalmente diferente e o peso do estrago da última recebedora. 

Preferi ver o filme depois e curti bastante a adaptação que fizeram. Apesar das pequenas mudanças e do romancezinho a mais que adicionaram ao filme, achei uma adaptação bem fiel para o cinema. O filme conta com Meryl Streep e Taylor Swift no elenco, fazendo papéis pequenos mas com uma grande significância no filme. E se alguém tiver alguma duvida quanto a garota na capa do livro, caso tenha lido antes do filme, é a Fiona, mas como ela é quase um zero a esquerda no livro achei a aparição dela na capa totalmente desnecessária. 

Esse foi com certeza um dos melhores livros que eu li nesse ano, apesar de ser bem curto. A escrita é bem simples e não vi dificuldade em entender, a única coisa que bem deixou bastante confusa foi o final, mas consegui ter uma ideia melhor ao ver o filme. 

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