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Bailarinando ::: Dance Academy

Como o ballet (e agora o jazz) está cada vez mais presente na minha vida, os posts que abordam esses assuntos vão cair com mais frequência aqui pelo blog. Sou apaixonada por tudo que tem relação ao ballet, e quero indicar pra vocês uma série que talvez já conheçam, mas não custa nada tentar... Vi Dance Academy pela primeira vez no boomerang, ainda na primeira temporada, mas como não sou muito pontual eu nunca consegui realmente acompanhar. Não entendia nada da série, primeiro por que deixava de ver vários capítulos, e segundo por que meu conhecimento de ballet era quase nulo. 

Depois que comecei a entrar mais nesse mundo, achei a série na Netflix com a primeira e a segunda temporada, ambas completas, e com os episódios certinhos eu ia entendendo e me identificando cada vez mais com as bailarinas. A série se passa na academia nacional de ballet da Austrália, em Sidney, e tem como protagonista Tara Webster, uma garota do interior que sempre sonhou em ser uma grande bailarina, mas ela nunca esperaria que na cidade grande o ballet não fosse tão lindo quanto nos seus sonhos.

Já falei aqui no blog antes sobre alguns podres que vemos no ballet, e a série aborda cada um deles de uma forma bem leve, porém realista. Vemos a inveja, as dores, dificuldades, professores bons, ruins, e até mesmo aqueles que não servem pra lecionar. A série é uma das minhas preferidas e está agora na sua terceira temporada, e super bem feita e eu indico pra todos por que ela foge bastante do convencional que vemos por ai, e abre os olhos para problemas que não percebemos. 

Ballet : Corpo perfeito?

Esses dias eu vi uma matéria de uma garota em um blog falando sobre a magreza absurda das bailarinas, no post dela ela comentou sobre a irmã de uma amiga que a insultava por ser gorda, enquanto a bailarina tinha o corpo "perfeito", magro e longuíneo. Talvez eu pareça um pouco suspeita a falar sobre isso por que sou bailarina e tenho o corpo muito magro, mas isso não tem relação alguma com o fato de eu ser bailarina, mas sim um distúrbio alimentar chamado anemia, enfim, assunto para outro post. 

Em páginas relacionadas a dança eu sempre vi comentários elogiando os corpos esqueléticos das bailarinas, dizendo que se orgulhavam das que sacrificava o corpo pela arte. Não julgo, opinião é opinião, mas a coisa fica totalmente diferente quando essas mesmas garotas passam a "atacar" as mais gordinhas. 


Eu vi esse vídeo a um tempinho atrás e achei muito lindo, nunca passei por esse tipo de preconceito mas posso imaginar o que essas garotas, que não tem o "físico" de uma bailarina passam. Não vou ser hipócrita de dizer que uma bailarina com mais peso tem o mesmo "visual" que uma mais magra, mas eu acredito que a paixão está na alma, então de que adianta ter o corpo perfeito quando a alma não acompanha os passos do corpo.

Faço ballet a pouco mais de um mês e entrou na minha turma uma aluna nova, vinte poucos anos, não tinha o corpo ideal de uma bailarina. Acho que por ser uma turma de ballet adulto não teve preconceito, muitas ali faziam só por esporte, poucas queriam viver daquilo, mas duvido muito que se fosse em outra escola mais prestigiada, em uma turma mais organizada e talvez infantil, ela teria a mesma recepção que teve na nossa.

Fiz ballet com uma garota que tinha síndrome de down a muitos anos atrás, nos tempos do baby e ela dava um banho em qualquer outra da turma. Alongamento perfeito, bom rendimento na aula, tinha tudo pra ser uma bailarina. Se continuou fazendo as aulas eu não sei. A que ponto eu quero chegar? A garota nova, anos mais velha que eu, sem o "corpo" perfeito teve em sua primeira aula o rendimento que eu não tive nem em um mês de treinamento direto. Agora me responde, de que adianta um corpo magro se não é bem trabalhado? O rendimento na aula não depende do seu corpo ou da sua idade, mas sim do tamanho da determinação que você tem enquanto aprende, são centenas de coisas para organizar enquanto dança, não é um simples movimento de passo. 

Atrás das coxias


Fuçando um dos inúmeros grupos de ballet do facebook, vi uma postagem interessante sobre um depoimento polêmico de uma bailarina chamada Claudia Carvalho. Vi esse post no blog Meia-Ponta e achei interessante compartilhar com vocês.

Não vi a rivalidade entre as bailarinas depois que entrei para o Ballet, mas sim muito antes enquanto visitava uma das academias mais caras da minha cidade, não vou entrar em detalhes quanto a isso, voltando ao assunto. Desde o filme Cisne Negro todos sabem que a rivalidade quase mortal das bailarinas de uma grande companhia, e até mesmo de algumas escolas amadoras. O filme aborda tudo isso de uma forma bem realista, mas muitos não levaram tão a sério. Depois de ver essa postagem eu fiquei horrorizada, nunca imaginei que uma dança que trás amor para tantas pessoas despertaria esse ódio extremo em algumas bailarinas

"(...) presenciei algumas vezes o uso de cocaína antes de entrar em cena. Se tivesse exame antidopping no balé, não haveria mais espetáculos"

 "A vida em turnê também é dura, há muita promiscuidade, assédios dos coreógrafos (...) O resultado é tensão, corações partidos e muitas bailarinas lésbicas por conta da solidão em longas turnês"

 "Certa vez, notei algo estranho ao calçar minhas sapatilhas, antes de entrar em cena num ballet em que era a protagonista. Elas estavam lotadas de taxinhas! Fiquei paralisada de terror!"

Eu realmente não entendo como uma pessoa consegue chegar a esse ponto, no filme Cisne Negro vemos coisas parecidas como o assedio dos coreógrafos entre outros, mas como todo filme, por mais que retrate a realidade, as pessoas custam a acreditar. É claro que nem todos os espetáculos são assim, como a própria Carol disse em seu post, não devemos levar isso como verdade absoluta, mas também não podemos fingir que não acontece, por que está bem na nossa cara. 

Vi alguns comentários que foram contra a ideia da Carol a compartilhar essa notícia em seu blog, e eu discordo. Por mais que tenham crianças e adolescentes lendo (como eu), qualquer um que tenha vontade de se tornar uma bailarina profissional, tem que saber encarar os horrores da vida, por que essas atrocidades não acontecem somente no ballet, ou vocês nunca pararam pra notar o padrão dos filmes da Disney? A malvada sempre sabota a protagonista, é uma realidade que vemos o tempo inteiro, só não damos tamanha importância. 

Por que ballet?


Só pra avisar, eu to escrevendo esse post ouvindo a musica mais deprimente do mundo inteiro, então preparem-se. Esses dias eu me peguei reclamando com a minha mãe sobre o quanto eu tava cansada, e o quanto as dores me incomodavam, e ela me perguntou : Então por que você não sai? Eis a questão, por que eu não desisto logo? É coisa de bailarina gente, não dá, eu me apaixonei pelo ballet por pouco tempo e se eu fosse aquela mesma garota de três anos atrás, eu já teria desistido por não ser tão boa quanto eu queria. 

Eu aprendi uma coisa muito importante com uma das pessoas que mais marcaram a minha vida. De agora em diante você tem que esquecer tudo que você aprendeu, por que nada vem fácil, isso SE vier. O ballet é uma coisa complicada, não tem como esperar ser bom em tudo, seu corpo tem limites que não podem ser superados, mas podem ser trabalhados. Joelhos fracos, pés en dedans, lesões anteriores, falta de alongamento, problema com equilíbrio, força, falta de sustentação... São tantos que podemos (ou nem podemos) contar nos dedos as bailarinas que não apresentam nenhum problema sequer. 


Muita gente já começa o ballet perguntando se dói, a minha resposta? Não vá pensando que dói só na hora dos alongamentos, a maioria das posições é uma tortura, você sente caimbra até na aula e pensa em mil e uma maneiras de fugir dali, bailarinas aguentam de olhos fechados e lágrimas nos olhos, mas nunca desistem. Agora imaginem fazer uma aula inteira com a unha encravada? Complica, complica MUITO, mas uma coisa eu posso garantir a vocês : A dor passa, e com o tempo os movimentos que mais te machucavam não vão nem incomodar mais, é tudo uma questão de costume. 


É um trabalho difícil de se conseguir e de aperfeiçoar, só faz quem ama mesmo, e nós conseguimos perceber de longe quem realmente tem amor a dança. Não vou negar, penso 947384 vezes se quero ir a aula toda terça e quinta, mesmo tendo esperado por esses dias a semana inteira, é uma relação de amor e ódio que ninguém entende, só quem faz sabe a sensação que é fazer a primeira posição e começar a maratona de pliês, logo no inicio da aula.

Não sou a melhor dançarina, nem a mais alongada, muito menos a com a técnica perfeita, muito pelo contrário, erro a maioria dos movimentos, postura e posições, mas faço tudo com amor, muito amor.

#SobreBallet

Primeiramente eu tenho que pedir desculpas por mais um atraso na tag das semanas, eu juro que fiquei o dia inteiro com a tag na cabeça mas só fui empurrando para o final do dia. Resultado? Morta de sono, esqueci DE NOVO. Mas é claro que vocês perdoam né? Vamos ao que interessa. 

Começo a fazer Ballet no mês que vem (Janeiro gente, tá tão perto *-*) e estou a quase dois meses apaixonada pela dança. Desde o meu primeiro post sobre o assunto eu venho seguindo vários blogs, entrando em vários grupos e curtindo várias páginas de bailarinas que me interessam, e por meio disso eu conheci várias bailarinas famosas por videos que eram compartilhados. Entre eles o primeiro vídeo de ballet que eu realmente vi, de sentir os movimentos e tudo. 



O nome dessa bailarina é Polina Semionova e ela é uma das mais conhecidas em todo o mundo, estudou em uma das academias de ballet mais influentes do mundo, a Bolshoi de Moscou e é uma das principais dançarinas do American Ballet Theatre. É meio difícil se envolver no ballet clássico sem conhecer o nome de Polina. Vocês podem achar besteirinha mas o meu primeiro "contato" com a dança foi vendo os filmes da Barbie, tenho quase todos aqui em casa e os que não tenho eu vi pela internet, e quando eu era menor (mentira, até hoje) tentava repetir os passos. 

Outro bailarino que me inspira muito é o Lucas Splint. Conheci ele pelos seus textos na página Ballet Clássico do facebook e achei as histórias que ele criou super criativas e realistas, que sempre tratam de assuntos voltados ao mundo das bailarinas. Ele também é um ótimo fotógrafo e serve de inspiração para todos os outros garotos que desejam se tornar bailarinos mas tem receio. 

Minhas sapatilhas de ballet


Quem me conhece sabe que eu não dispenso uma boa sapatilha. As da Zaxy e da Moleca são as minhas preferidas, as da Zaxy por serem lindas e confortáveis, e as da Moleca por não apertarem os meus pés. Vi um post sobre a nova sapatilha da linha ballet da zaxy no depois dos quinzes tem tempo, mas só nessa minha última viagem a Macaé que eu fui achar, e ganhei de presente do meu avô. Ela é super confortável e não aperta, comprei um número a mais que o meu justamente por causa do dedo machucado, mas mesmo ficando soltinha, não sai do pé. A única desvantagem é que ela machuca bastante de baixo do calcanhar, mas nada que um band-aid não resolva. 


Sinto falta das fotos mais bem editadas, mas acontece que a iluminação não é lá a melhor coisa do mundo e eu ando com muito pouco saco pra editar todas as fotos. Como dá pra ver na segunda foto, a sapatilha está um pouco suja na ponta, mas são manchas de chuva, e pela sapatilha ser totalmente de plástico, é bem fácil de limpar.


Essa sapatilha foi amor a primeira vista, quando vi ela me apaixonei pelas cores, as estampas e pela delicadeza dos detalhes. O preço está em torno dos trinta e poucos reais, não mais que isso, e eu comprei lá na Di Santini do shopping de Macaé, mas por ser uma marca bem conhecida, você encontra dela em qualquer sapataria da sua cidade.

Era uma vez... Bailarina


Aposto que de todas as blogueiras do mundo, eu sou a mais indecisa. Seja na cor do cabelo, na roupa, maquiagem, e principalmente na dança que quero fazer. Decidi empurrar a escola de dança até o início do ano que vem, por causa das viagens e das férias de natal. Tinha dito em um post anterior que pretendia começar no jazz pra não me machucar, mas vamos combinar, o ballet é realmente apaixonante. Em menos de três dias mudei totalmente todos os meus conceitos sobre a dança, e vi nela uma nova forma de enxergar o mundo

Nunca tinha visto o ballet com esses olhos, descobri que não se trata só de uma modalidade de dança, mas sim de um mundo inteiro, uma nova forma de ver a vida, outro modo de viver. Li vários textos, acompanhei várias páginas, vi vários videos e tive certeza absoluta de que era aquilo ali que eu queria dali pra frente. Tutus, sapatilhas, dores, machucados, espetáculos, aplausos, aulas, festivais, mais aulas... Nunca tinha me encontrado tanto como me encontrei no ballet, que conseguiu fazer uma conexão comigo mesma bem mais forte do que a dança de rua, o que é impressionante. 

Passei um tempo procurando por vídeos, espetáculos, fotos, textos, passos, e consegui absorver algumas coisas básicas pra toda bailarina, desde o que levar na bolsa até os cuidados com as sapatilhas de ponta (que tenho esperança de um dia usar). 


Depois que você se envolve na coisa, fica difícil tirar da cabeça. Já pensei mil e uma vezes em correr até a escola e assistir as aulas, apenas para sentir a emoção de estar ali, com aquelas pessoas. Muitos me disseram que tenho futuro como muitas coisas, mas botei na minha cabeça que daqui pra frente eu vou focar no ballet. Mesmo que essa não seja a profissão que eu desejo exercer no futuro (infelizmente o ballet não é tão valorizado aqui no Brasil), quero aproveitar o quanto eu puder desse mundo, e quem sabe daqui a uns anos, isso se torne muito mais que um hobbie

Pretendo falar mais sobre o ballet aqui no blog, mas vou tentar não limitar o assunto só a isso, mas prometo que o ballet vai estar bem mais presente nas páginas do que eu imaginava. Vou narrar cada pedacinho que eu puder das minhas aulas e vou compartilhar com todos essa minha nova paixão. 

Poder compartilhar com todos cada pedacinho dessa vida é uma oportunidade incrível, pois poucos blogs sobre ballet são tão pessoais a ponto de se transformarem em um mini-filme da vida de uma bailarina. Beijinhos amoras.

Por que eu amo dançar?


Acho que quando você toma gosto por alguma coisa, consegue fazer dela tudo pra você. Eu danço desde que me entendo por gente, e sei que muitas pessoas não fazem nem ideia do quão grande é a minha paixão pela dança, qualquer tipo dela, seja as mais delicadas até as mais brutas. Sabe quando você sente que o seu mundo vai desabar? Foi assim que me senti uma vez, completamente acabada. Doía, queimava, e logo no meu primeiro dia de ensaio. Passei o dia todo dançando, até ficar morta de cansaço e toda dolorida. Esqueci meus problemas por um dia inteiro, e só voltei a pensar na dor de noite, depois de tomar um banho quente e deitar na cama.

Foi ali que eu percebi, que aconteça o que acontecesse, a dança sempre seria pra mim como um porto seguro. Era ali que eu me segurava, apesar das dores, apesar de tudo. Eu amo tanto dançar, por que sei que enquanto meus pés estiverem em movimento, a cada salto, a cada pirueta, a cada passo, meu coração vai bater mais forte em função daquilo.


Confissões de uma futura bailarina

Fiquei com uma super vontade de compartilhar aqui, com vocês meus queridos leitores o drama de uma futura bailarina. Fiz ballet por uns quatro anos da minha vida, quando eu tinha lá para os quatro, cinco anos de idade, e posso dizer que já sofria as dores daquela dança MA-RA-VE-LHO-SA desde pequena. Resultado? Peguei um ódio mortal do ballet. Acho que nem era ódio, era mais indignação por ser a pior aluna da turma, mas de uns dois anos pra cá, a vontade de voltar e terminar o que eu comecei só foi aumentando. Consegui o que queria e já vi preço, lugar, indicação, e mais tudo que é preciso pra se entrar em uma escola de ballet, mas como eu não sou lá muito fã de ballet clássico (vamos combinar, lindo porem CHAAATO) escolhi o jazz, que é uma versão um pouco mais rápida. 

Eu sinto dor muito fácil, fácil até de mais na verdade, e essa foi uma das coisas que fiquei com mais receio quando decidi que voltaria a dançar pra valer. Aguento a dor por muito pouco tempo, e ando trabalhando nisso nos últimos meses, posso dizer que já superei uma pá de obstáculos que não achei que conseguiria superar. Vou dizer uma coisa pra vocês, ballet até pode ser uma dança linda, mas se você consegue fazer uma criança chorar enquanto ela já ainda tá no baby, pode ter certeza que futuramente isso vai multiplicar por mil.

Escolhi o jazz por dois motivos, o primeiro eu falei ali em cima, queria algo mais rápido, e o segundo são os movimentos. Acho que ficar em posições desconfortáveis e dolorosas por menos tempo ajuda a aliviar, e enquanto a gente dança, normalmente não sente as dores tão intensas quanto se ficássemos por mais tempo. Então é isso pessoal, só vim compartilhar mais uma parte da minha saga de bailarina com vocês, beijão amoras.
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